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Afinal, o que fazer para trabalhar como dentista nos EUA?

Afinal, o que fazer para trabalhar como dentista nos EUA?

Afinal, o que fazer para trabalhar como dentista nos EUA?

Formado em Odontologia e agora quer seguir carreira nos Estados Unidos? Saiba que o país do Tio Sam oferece diversas oportunidades para quem deseja trabalhar como dentista nos EUA. Não é à toa que eles estão na lista dos países que mais têm mão-de-obra da área: são 135 mil em atividade.

Uma das razões disso pode ser explicada quando se observa o retorno financeiro: trabalhar como dentista nos EUA pode gerar ganhos anuais de até US$159 mil dólares,de acordo com o Departamento de Estatística Trabalhistas dos Estados Unidos (U.S. BLS)

Para que você possa trabalhar como dentista nos EUA, é preciso validar o seu diploma, mas é possível trabalhar na área enquanto realiza todas as etapas da validação. 

Continua com dúvidas se deve investir nessa carreira? Ou como exercê-la no exterior? Continue lendo este post!

Primeiros passos para trabalhar como dentista nos EUA

Como o processo para validar um diploma de dentista nos EUA pode demorar um pouco, uma boa opção é começar a trabalhar como dental assistant, isto é, um assistente de dentista. Assim como em qualquer profissão, na posição de assistente, um dos principais focos do profissional é aprender, auxiliar, pois exige o acompanhamento de um dentista licenciado, com mais experiência e habilidade.

Essa primeira fase ajuda a entender como funciona a rotina de um consultório norte-americano. Além disso, pode servir para descobrir em qual área atuar dentro da Odontologia, analisando quais segmentos têm um leque maior de oportunidades.

Apesar de ser uma forma positiva de ingressar na área no exterior, alguns dentistas têm dificuldade, considerando o limite de autonomia que o cargo oferece. É importante entender, por outro lado, que independente da experiência e carreira construídas no país de origem, nos Estados Unidos os critérios para validar um diploma e iniciar a trajetória profissional são rigorosos e exigem mais paciência.

Qualificação para dental assistant

Mesmo sendo um dos meios mais rápidos para começar a exercer o ofício, para se tornar um assistente é preciso fazer um curso complementar. Em Boston, por exemplo, a demanda por esses profissionais é alta e vem, principalmente, dos grandes consultórios.

Proporcional a isso vêm as atividades rotineiras. O auxiliar atua desde a marcação da consulta com o paciente, passando pela limpeza e higienização da sala, até o suporte na execução de alguns tratamentos e encaminhamento para os dentistas.

Nos Estados Unidos, essa qualificação (Continuing Education ou Educação Continuada) é similar aos cursos profissionalizantes brasileiros — são curtos e focados na prática. O tipo de curso que você precisará fazer depende do estado em que você trabalhará. 

No Arizona, por exemplo, para quem não tem um curso superior na área da saúde, há formações com prazo de 13 semanas até um ano de duração. Mas, para os que possuem diploma de dentista em outro país, os cursos (que, na verdade, é mais um treinamento) podem ser realizado de forma bem abreviada.

Então, o processo para obter o certificado de dental assistant, para dentistas já formados no Brasil é mais curta depender do Estado de escolha. Na Flórida, por exemplo, o dentista brasileiro apresenta seu certificado de graduação na Escola de Dental Assistant e se submete ao treinamento que dura de 24h a 48h e recebe o certificado.

O papel do Dental Hygienist

Além do assistente, há outra função-chave em um consultório dentário nos EUA: o Dental Hygienist. Ele está acima do auxiliar, pois já tem autonomia para realizar procedimentos básicos e até intermediários, tais como limpeza, raspagem, aplainamento radicular, profilaxia etc., incluindo atividades que exigem anestesia local (considerando que tenham recebido treinamento prévio para isso).

Pode-se dizer que a principal demanda desse cargo é fazer o acompanhamento dos pacientes. As consultas de rotina, cujo objetivo maior é avaliar ou prevenir problemas bucais, ficam sob a responsabilidade desse profissional. Ele funciona como um filtro durante o atendimento, delegando casos específicos para o dentista e, muitas vezes, já oferece um diagnóstico prévio.

Vale citar que a função também existe no Brasil, mas não é comum encontrá-la ocupada nos consultórios dentários. Geralmente, o dentista incorpora as atividades, a fim de reduzir ou não ter um custo maior.

Os requisitos para assumir a função variam de estado para estado. Na Califórnia (São Francisco), por exemplo, é preciso ser licenciado através do Comitê de Higiene Dental da Califórnia que, por sua vez, exige que o interessado conclua o programa de licenciatura ou bacharelado em Higiene Dental, credenciado pela Comissão de Acreditação Odontológica (CODA). Já na Flórida, é preciso passar no NBDHE e no ADEX Dental Hygiene Examination. Além disso, é necessário fazer uma prova de legislação, para testar seus conhecimentos sobre as leis do estado.

Em todos os estados, no entanto, é necessário passar no exame do Conselho Nacional (NBDHE) e em um teste clínico para, então, solicitar o licenciamento para exercer a profissão no estado.

Validando o diploma de dentista

Validar o diploma de ensino superior nos Estados Unidos é indispensável para exercer uma carreira. O processo é longo e criterioso, mas vale a pena, principalmente, considerando o tempo investido na formação e o retorno financeiro que se tem a partir da conquista. Cada área de formação tem um processo próprio. Entenda como funciona para quem se formou em Odontologia.

  • Exames necessários

Para garantir a validação do diploma, o dentista precisará, primeiramente, estudar para passar em alguns exames, que são requisitos para conseguir uma vaga na universidade (etapa necessária para validar o diploma).

Um deles é o TOEFL, que serve para avaliar o nível de proficiência no idioma (inglês).

O outro é o Integrated National Board Dental Examination (INBDE), que é dividido em duas partes e aplicado não só para quem deseja reaproveitar a graduação concluída fora dos EUA, mas para todos os estudantes de odontologia (é uma espécie de exame da OAB para advogados, mas aplicado aos dentistas). 

  • International program ou Advanced Standing Program

Voltado para estrangeiros, esse programa é oferecido por algumas faculdades de odonto e dura, em média, de 2 a 3 anos. Após concluído, o estudante se torna elegível para trabalhar no estado que a legislação permite.

É sempre válido lembrar que, nos Estados Unidos, os estados têm bastante autonomia em relação à sua legislação. Por isso, o que funciona em um local não necessariamente pode ser reaproveitado em outro. Logo, é um ponto importante a se considerar na hora de decidir onde validar o documento.

  • Validação por residência

Mais concorrido, o processo de residência tem um peso maior, pois garante o título de especialista ao dentista que o conclui. Entretanto, o reconhecimento é proporcional à responsabilidade: nos programas de residências, a carga-horária é intensa e o custo, significativo (mas existem bolsas de estudos em algumas universidades).

  • Passar no exame clínico 

Depois de concluir o seu curso no universidade, a próxima etapa é um exame clínico prático. Este teste não é nacional como o INBDE e você deverá consultar no Board do seu estado qual exame clínico precisará fazer. O exame clínico é feito com simulações e situações reais em que você mostra que está apto para o exercício da profissão. 

  • Cumprir exigências dos Boards Estaduais 

Depois, deverá cumprir mais algumas exigências dos conselhos estaduais de odontologia. Alguns exigem apenas provas extras, enquanto outros exigem provas clínicas para atestar os conhecimentos práticos, com a supervisão de um professor.

A área da saúde é uma das mais bem pagas e reconhecidas nos Estados Unidos. Logo, se você se identifica ou mesmo já atua nela e pretende se mudar para o país, sem dúvida, é uma carreira na qual vale a pena investir.

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