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Visto de trabalho nos EUA: como funciona a imigração baseada em emprego?

Visto de trabalho nos EUA: como funciona a imigração baseada em emprego?

Visto de trabalho nos EUA: como funciona a imigração baseada em emprego?

Se você chegou até este artigo, certamente é uma das milhares de pessoas que desejam uma vida com melhores oportunidades nos Estados Unidos. Não é para menos! O país oferece o que há de melhor em termos de educação, segurança e chances de conseguir trabalhos com uma renda mais atrativa para os brasileiros. Então, você sabe o que é o visto de trabalho nos EUA?

A maioria dos estrangeiros que vive nos EUA está nos setores da construção civil, em trabalhos domésticos ou na prestação de serviços, mas há também aqueles que buscam oportunidades na carreira acadêmica, estão empreendendo, abrindo uma filial da empresa do Brasil ou que desembarcam nos Estados Unidos a convite de empresas multinacionais.

O fato é que há diferentes maneiras de obter visto de trabalho nos EUA, além dos chamados employment based visa. Esse é um dos caminhos mais curtos para a permanência no país, conseguindo o tão desejado Green Card de forma direta e a posterior cidadania americana.

Neste artigo, você encontra informações sobre os vistos de trabalho e também sobre como funciona a imigração baseada em emprego. Confira!

O que é o visto de trabalho nos EUA?

O visto de trabalho é a forma de você conseguir obter emprego nos Estados Unidos legalmente, com autorização do governo e com mais liberdade para viver no país, sem problemas com a imigração.

Obtê-lo levará você a nada menos do que um dos melhores destinos para trabalhadores estrangeiros no mundo, segundo pesquisa publicada no site da US News.

Da imensa lista (que ainda contempla outros tipos de vistos), os mais importantes para pessoas que, como você, desejam trabalhar e viver legalmente nos EUA são os vistos H1-B e L-1.

O primeiro é para pessoas que vão trabalhar em cargos com alta especialização, ou seja, exige um nível superior de escolaridade, como um bacharelado — para profissionais que desenvolvem projetos de pesquisa ou trabalhos entre governos, por exemplo.

Já o visto L-1 é indicado para as pessoas que trabalham no Brasil em uma multinacional, por exemplo, e serão transferidas para a sede, matriz ou filial da empresa nos EUA. Ele vale para os cargos de gerentes e superiores ou para profissionais com qualificação especial, além de uma possível transferência entre sua empresa no Brasil para a empresa filial nos EUA.

Por fim, o visto J-1 é uma alternativa para os estudantes em busca de oportunidades nos Estados Unidos e que poderão viver no país por meio de intercâmbio educacional, podendo estudar e trabalhar em cargos operacionais.

E quais são os vistos baseados em emprego (employment based visa)?

Os employment based visas são uma categoria que dá ao aplicante o Green Card de forma direta. Depois da oferta de emprego e da petição aprovada, o empregado já começa a trabalhar nos Estados Unidos com a residência definitiva no país em mãos, ou seja, garantida.

Diferentemente dos vistos H1-B, L1 ou J1 mencionados anteriormente, que têm prazos para renovação e são, teoricamente, vistos não-imigratórios. Isso significa que eles são aplicados em função de trabalho, mas não dão o Green Card de forma direta, como a categoria do employment based visa, os EB’s.

Os tipos de visto baseado em emprego

Existem cinco categorias de visto EB e, dependendo de cada caso, têm tempos de processamento diferentes. Confira todas delas com mais detalhes!

Visto EB-1

Esse é o visto de emprego de primeira categoria de preferência. Podem obtê-lo trabalhadores que detêm habilidades específicas e consideradas extraordinárias nos segmentos de educação, de artes, de ciência, de negócios ou no atletismo. Nesse caso, uma oferta de emprego permanente não é necessária, podendo o indivíduo peticionar seu próprio green card.

Também podem conseguir o EB-1 as pessoas que são consideradas destaque no meio acadêmico, os pesquisadores e os executivos ou os gerentes de multinacionais. Contudo, nessas situações, uma oferta de emprego permanente nos EUA é necessária e é o empregador que submete a petição em nome do interessado.

Para obter o EB-1, cada uma das condições deve ser devidamente comprovada com documentação específica. Para os atletas, por exemplo, é necessário apresentar condecorações pelos seus feitos. Em alguns casos, como o de pesquisadores, serão exigidos pelo menos três anos de pesquisa, com reconhecimento internacional.

Visto EB-2

Os employment based visas de segunda preferência são conferidos às pessoas:

  • cuja imigração interessa aos Estados Unidos devido a sua excepcional capacidade na área de ciências, artes ou negócios e que beneficiarão consideravelmente a economia nacional;
  • aos indivíduos que têm pós-graduação ou equivalente. Eles são responsáveis por quase 30% dos vistos baseados em empregos concedidos no país.

Para os profissionais com pós-graduação obterem esse visto, é preciso que a empresa americana dê entrada no pedido. Já para aqueles que têm habilidades excepcionais, não é necessário ter um empregador envolvido no processo, mas sim um auto-patrocínio.

Isso se dá por meio da comprovação de que sua permanência nos Estados Unidos vai oferecer vantagens à economia do país, aos interesses educacionais ou culturais, tanto em ciências, quanto em artes ou negócios.

Visto EB-3

Nessa categoria, os vistos são destinados a:

  • profissionais: com diploma universitário em curso de, pelo menos, quatro anos de duração, dois anos de formação profissional ou de experiência de trabalho;
  • trabalhadores qualificados: para ocupar cargos que não sejam sazonais e que exijam menos de dois anos de formação ou experiência no trabalho;
  • outros trabalhadores: são cargos que exigem menos de dois anos de ensino superior, de formação ou experiência.

Também nesses casos é preciso que o empregador faça o requerimento (PERM) junto ao Departamento de Trabalho dos EUA.

Visto EB-4

Imigrantes considerados especiais, como religiosos, tradutores afegãos ou iraquianos, médicos, membros de organizações de trabalhadores internacionais, iraquianos que prestam auxílio aos EUA e funcionários da Zona do Canal do Panamá: todos eles estão aptos a obter o visto de emprego de quarta preferência.

Além deles, se incluem radio difusores e funcionários aposentados da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).

Visto EB-5

Aqui, entram os casos de pessoas estrangeiras que desejam investir nos Estados Unidos. Portanto, os vistos EB-5 são concedidos em duas situações:

  • investimento de US$500 mil, no mínimo: abertura de empresa em cidades fora das regiões metropolitanas, com exigência da criação de ao menos dez empregos para trabalhadores americanos;
  • investimento de US$1 milhão: para abrir uma empresa em cidades localizadas nas regiões metropolitanas, exigindo, também, a abertura das dez vagas mínimas para americanos em um negócio comercial.

Visto H1B

Esse tipo de autorização é dado a estrangeiros que desejam trabalhar em uma empresa americana. As exigências para a retirada do H1B são:

  • conclusão de um bacharelado em uma universidade americana credenciada no Governo;
  • formação de bacharel ou grau superior no Brasil na área em que deseja atuar nos EUA;
  • ter uma licença no estado em que pretende trabalhar;
  • obter treinamento ou ter experiência na área em que trabalhará.

Vale lembrar que o interessado não precisa preencher todos os critérios elencados, mas, pelo menos, um deles. Enquadra-se no conjunto de profissões especializadas que são autorizadas pelo visto H1B:

  • jornalista;
  • engenheiro;
  • médico;
  • advogado;
  • contador;
  • pesquisador.

Um detalhe importante é sobre o peticionário do H1B. Em vez do próprio interessado, o empregador é que exercerá o direito de petição, de envio das documentações do solicitante e pagará as taxas governamentais.

Uma vez emitido, o visto tem três anos de validade com possibilidade de extensão em até seis. Durante a permanência do profissional, o cônjuge e os filhos podem morar nos EUA mediante a posse do visto H4.

Como conseguir um emprego nos EUA?

Para muitos, a conquista de uma vaga de trabalho nos EUA é uma meta distante que mais se aproxima de um sonho. No entanto, usando as estratégias certas, esse objetivo logo se torna uma realidade. A seguir, elencarei algumas dicas valiosas para conseguir um emprego na terra do tio Sam.

Desenvolva um bom currículo

Quais são os dados que um currículo (em inglês, resume) deve conter para chamar a atenção dos recrutadores americanos? Em primeiro lugar, uma regra válida é evitar a prolixidade, mas em vez disso, apresentar informações diretas e relevantes. Com respeito aos tópicos a serem incluídos, posso citar:

  • dados pessoais (personal information) — nome, endereço, celular, perfil no Linkedln e email;
  • objetivo (objective) — embora não seja um item obrigatório, é importante para esclarecer sobre o emprego que deseja atuar;
  • formação acadêmica (education) — tipo de graduação, mestrado ou doutorado, bem como o nome da instituição de ensino e o ano de conclusão;
  • experiência profissional (work experience) — nome das empresas, cargos exercidos, período de contratação e funções ocupadas;
  • idiomas e outras habilidades (language and skills) — nível de fluência em determinada língua e competências pessoais.

Além dessas informações, o candidato pode incluir certificações, cursos extracurriculares, serviços voluntários, prêmios etc.

Use o Linkedln

A rede social Linkedln é um “baú de tesouros” quando me refiro a encontrar vagas de emprego no mundo. Afinal, essa a mídia profissional mais acessada do planeta e tem entre os seus usuários muitas empresas americanas. É muito comum os recrutadores procurarem por candidatos para participarem de processos seletivos.

Mas como ser encontrado por eles? Uma maneira é cadastrando o currículo, portfólio e outras informações em um perfil pessoal em inglês. Outra dica é interagir na rede. Para isso, você pode:

  • seguir empresas e profissionais americanos;
  • comentar postagens relacionadas a área em que atua;
  • compartilhar conteúdos relevantes;
  • participar de enquetes;
  • solicitar recomendações.

Alguns usuários do Linkedln escrevem artigos e produzem vídeos sobre assuntos que interessam os profissionais da sua área empresarial. Dessa forma, podem se tornar referências na rede social e aumentar a visibilidade.

Conseguir o visto de trabalho nos EUA é um passo importante para consolidar a sua vida e a da sua família no país onde vocês desejam passar os seus próximos anos. Para obter o employment based visa é importante estar bem informado, planejar a sua contratação por uma instituição americana e seguir devidamente os procedimentos exigidos pela imigração.

O que achou de nosso artigo? Entendeu como conseguir visto para trabalhar nos EUA? Quero ajudar você a conquistar esse objetivo profissional? Entre em contato com a imigrar eua!

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