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Se meu filho nascer nos EUA eu ganho green card?

Se meu filho nascer nos EUA eu ganho green card?

Se meu filho nascer nos EUA eu ganho green card?

O Green card representa uma oportunidade de mudar de vida e viver o sonho americano para milhares de brasileiros todos os anos. Conseguir o documento é um dos primeiros passos para começar uma história no país, com seus direitos de cidadania assegurados.

É pensando nisso que muitos casais (ou mulheres) se perguntam: “se meu filho nascer nos EUA, eu ganho green card?”. É verdade que, quando se tem cidadãos americanos como parentes, é possível solicitar o visto permanente com mais facilidade. O processo é o mesmo do caso de união matrimonial.

Apesar de algumas declarações do atual presidente americano Donald Trump, que pretende fortalecer o controle de imigração, o Jus Soli (direito ao solo, em latim) não é apenas uma lei; é parte integrante da Constituição dos EUA, que exige um alto nível de cooperação e acordo para que seja modificado, através de emenda a Constituição Americana.

Como funciona a cidadania americana para bebês estrangeiros?

Ao nascer nos Estados Unidos, o bebê ganha a cidadania automaticamente. O país — assim como o Brasil — é um dos poucos que oferecem esse benefício. E, por meio disso, ele consegue garantir o o direito de residência permanente aos seus familiares.

Sendo cidadão americano, e após completar 21 anos de idade, a pessoa consegue requerer o green card dos seus pais, filhos (de até 21 anos) e cônjuges. Dependente do grau de parentesco, o processo é mais rápido, pois, quando há a influência do parentesco de primeiro grau, os solicitantes não precisam aguardar a fila de espera. O número de vistos é ilimitado para essa categoria e são disponibilizados de imediato, de acordo com o Serviço de Imigração americano.

Mais um benefício é que esses parentes não precisam estar nos Estados Unidos para solicitar. Estando no Brasil a primeira parte do procedimento pode ser requerida dando entrada na Petição perante o USCIS e em seguida o processo é encaminhado ao Nacional Visa Center e depois enviado ao consulado no Brasil para emissão do visto.

Por outro lado, se estiverem nos Estados Unidos, é preciso seguir o procedimentos descritos abaixo:

Usando os formulários I-485 e I-130

O solicitante deve preencher o formulário Form I-130 – solicitação para parentes estrangeiros e o I-485 – solicitação de registro de residência permanente ou atualização de status e enviar juntamente com documentos comprobatórios para o USCIS. Dependente da disponibilidade do visto no momento do envio do processo os dois já podem ser enviados no mesmo momento.

Usando os formulários I-130, I-797 e I-485

Caso o visto não esteja disponível no momento, o que geralmente acontece para a solicitação do green card para irmãos, o primeiro formulário a ser preenchido e enviado para aprovação é o I-130. Depois de aprovado, aguarde a chegada do I-797 (notificação de ação). Quando o visto voltar a ficar disponível você vai poder voltar ao Estados Unidos e dar entrada no formulário I-485. Na hora de enviá-lo, anexe o I-797 e espere o retorno do órgão responsável.

Como proceder se estiver fora dos Estados Unidos?

Se estiver fora do país e quiser dar entrada no processo, não tem problema. Basta fazê-lo através do processamento consular. Para emitir o Green card, o Serviço de Imigração americano (USCIS) trabalha em parceria com o Centro Nacional de Vistos do Departamento do Estado (NVC). Assim que você tiver concluído o processo você voltará ao país e receberá o Green Card.

O processo tem inicio nos Estados Unidos, onde o formulário I-130 é submetido e aprovado, depois encaminhado ao NVC e finalmente ocorre o agendamento da entrevista no consulado americano no Brasil.

É importante informar que a criança só pode “estender” a cidadania aos parentes após completar 21 anos, visto que ela também é responsável por parte do procedimento.

Quais são os benefícios exclusivos dos cidadãos americanos?

A terra do Tio Sam não atrai milhões de pessoas à toa. Existem vantagens exclusivas para quem nasce no país. Conheça algumas delas!

Tornar-se elegível para empregos federais

No Brasil, quando se fala em emprego federal, associa-se imediatamente aos milhares de inscritos, altos salários e estabilidade. Nos Estados Unidos, embora algumas características coincidam, o currículo tem mais peso. São mais de 1 milhão de vagas, para mais de 400 formações profissionais, ou seja, o governo é o principal contratante do país.

Além de expertise e experiências abrangentes, uma das principais exigências para se ocupar uma vaga federal é ter nascido em solo americano. Portanto, se uma das suas dúvidas sobre ter um filho nos EUA é sobre seu futuro profissional, saiba que ele(a) vai ter mais uma opção no mercado de trabalho: a de ser funcionário(a) do governo.

Tornar-se elegível para subsídios federais e bolsas de estudo

Além do cargo público, quem nasce nos Estados Unidos também se torna elegível para ganhar benefícios do governo americano. Um deles é o serviço de saúde. Diferente do Brasil, onde se pode escolher entre um convênio particular, como um plano de saúde, ou ser atendido pelo Sistema Único de Saúde (SUS), nos EUA é preciso pagar por qualquer tipo de atendimento.

Para as pessoas que vivem abaixo da linha da pobreza, são disponibilizados serviços como Medicare e Medicaid. O primeiro tem como principal público-alvo idosos com 65 anos ou mais, pessoas com deficiência ou com condições limitantes, que as impeçam de trabalhar. Os anciãos precisam ter contribuído durante os anos trabalhados para ter acesso ao benefício.

O segundo lida diretamente com os indivíduos mais pobres, é financiado pelos cofres federais, com apoio dos demais estados. Sendo um nativo, você também pode concorrer a bolsas de estudo para universidades, por exemplo. As instituições de ensino superior dos EUA são reconhecidas mundialmente por sua qualidade e prestígio.

Afinal, vale a pena ter filho nos EUA?

A estratégia, que também ganhou o apelido de “turismo de nascimento”, tem se tornado cada vez mais comum. Não apenas para garantir a própria nacionalidade, mas a oportunidade de dar mais chances de uma vida melhor ao filho. No entanto, não se pode decidir sem se planejar bem. Não é “só” uma mudança de país, a decisão envolve gastos, principalmente com despesas médicas.

Somando o acompanhamento gestacional, a hospedagem e alguns custos adicionais de moradia, gasta-se uma média de US$30 mil dólares, durante os 9 meses de gravidez. Por isso, antes de bater o martelo, o casal precisa avaliar se, primeiro, é viável se manter no país com os gastos locais.

Não se pode negar as vantagens e regalias que se obtêm ao nascer nos Estados Unidos. Além do que já foi citado, é preciso considerar a cultura, a qualidade de vida e as oportunidades de crescimento que são oferecidas. Vale a pena pensar um pouco mais, agora que você já tem a resposta para a pergunta: “se meu filho nascer nos EUA, eu ganho green card?”

Então, esclarecemos suas dúvidas sobre ter filho nos EUA e facilitar o green card? Se ainda quer saber mais a respeito, consulte esse outro artigo, que fala da certidão de nascimento dos bebês nascidos na América.